A Água Mineral de Lambari - Fonte de Saúde
Lambari teve a primeira de suas fontes descobertas em 1780, pro um caboclo de nome Tancredo. Capataz de uma fazenda do município de campanha. Ele cavalgava pela região quando descobriu um riacho e uma pequena fonte de onde brotava uma água com sabor diferente. Encheu um bornal e levou para a sua noiva Cecília, que se encontrava doente. Por insistência do noivo, bebeu da tal água e apresentou melhoras sensíveis. O pai de Cecília, animado pelo acontecimento, resolveu trazer a filha consigo até a fonte, onde ela bebeu da água durante vinte dias e alcançou a cura completa.
Com autorização dos donos das terras, e em forma de agradecimento, o pai de Cecília construiu ali uma capela denominada de Nossa Senhora da Saúde, onde se realizou o casamento de Cecília com Tancredo, que viveram felizes até o fim de seus dias.
Outro evento contado por Historiadores é o de que alguns caçadores amigos de Antônio de Araújo Dantas – então dono da fazenda – descobriram a tal fonte de água borbulhante.
VISITANTES ILUSTRESMuitos visitantes ilustres já estiveram em lambari para desfrutar ou conhecer os poderes medicinais de suas águas. Entre eles destacamos os seguintes.
- Hermes da Fonseca, presidente da república no período de 1910 à 1914.
- Wenceslau Braz, presidente da república entre 1914 e 1918.
- Getúlio Vargas, presidente da república entre 1930 e 1945 e de 1950 a 1954.
- Juscelino Kubitschek, presidente da república entre 1955 e 1960.
- Oswaldo de Andrade passou o verão de 1916 na cidade.
Porém, a mais famosa e antiga visita de uma autoridade brasileira a Lambari remonta-se a agosto de 1868, quando da chegada, e permanência aqui por quatro meses da Princesa Isabel e seu marido Conde D´Eu, para tratamento de infertilidade da princesa, com as águas locais. Sua Estada em Lambari logrou êxito! Alguns anos depois nascia seu primogênito D. Pedro de Orleans e Bragança, Príncipe do Grão - Pará.
COMPOSIÇÂO A água é composta de ácido carbônico, devido à bacia hidrográfica de Lambari, que é rica em sais alcalinos, tais como: a cal, a soda, o magnésio, a potassa, o óxido de ferro, alumínio e etc...
Quando em contato com a água, esses elementos produzem o gás que a caracteriza, e brota rica como nenhuma outra com seus princípios minerais e radioativos.
O seu uso deve ser orientado por médico local, porque cada tipo de tratamento exige a ingestão da água em quantidade e hora certa.
AÇÂO TERAPÊUTICA Nossas águas fluidificam a bílis, alcalinizando-a, atuam nas congestões hepáticas, nas cirroses, removem pequenos cálculos renais e vesicais e são indicadas nas pielites, cistites e uretrites.
É usada por via hipodérmica na cura de eczemas e úlceras.
Nos banhos de imersão, denominados hidro-carbosos, é indicada nas insuficiências cardiocirculatórias. Uma consulta a um crenólogo ( Clínico especialista em tratamento com águas minerais) poderá tirar todas as dúvidas.
AS FONTESNúmero 1
Gasosa – fortemente gasosa – rins e vias urinárias.
Número 2
Alcalina – menos gasosa, porém o gás é mais dissolvido na água – estômago e intestino.
Número 3
Magnesiana * - gasosa, sendo, porém, mais radioativa – fígado e vesícula.
Número 4
Tida como potável, é levemente gasosa e a preferida de muitos visitantes.
Número 5 ou fonte Maria
Cientificamente classificada como bicarbonada férrea. Ação vasodilatadora e hipotensiva. Muito pouco utilizada.
Número 6 ou fonte Paulina
Cientificamente classificada como bicarbonada férrea. De ação diurética nos casos de intoxicação endógena e exógena. Muito pouco utilizada.
Número 7
CARBOGASOSA – sua água não é captada. Seu poço fechado encontra-se em frente ao pavilhão principal do Parque das Águas.
*Há controvérsias entre autores e mineralogistas a respeito da quantidade de magnésio nesta água.
Porém é comprovado que se trata de água fortemente radioativa, o que segundo crenologistas estimula as glândulas endócrinas, especialmente a ovariana. Foi com esta água que a Princesa Isabel tratou-se em 1868.
Nota: a captação das águas separadamente por fontes e reunidas em um só pavilhão foi feita pelo engenheiro Benjamin Jacob, em novembro de 1905, que executou um trabalho perfeito.